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sábado, 30 de outubro de 2010

Goleiro do Palmeiras-RN assume homossexualidade e revela sonho de jogar em um grande clube

Messi foi o primeiro jogador profissional que assumiu ser homossexual e recebeu o apoio da família e do time em que joga.



Fonte: SporTV

Confronto em passeata gay deixa mais de 100 feridos na Sérvia

Um protesto em defesa dos direitos dos gays terminou em confronto nas ruas de Belgrado. Mais de cem policiais ficaram feridos depois que radicais de extrema direita tentaram impedir a passeata.

Cena da novela Ti-ti-ti: Julinho confessa para Bruna: "Eu sou gay"



Fonte: Globo.com

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Parte 2: Links consertados


Aqui estão os links de Filmes com os links já arrumado. Veja quais são os filmes

Save- Me
Eu amo você, cara
Maurice
Antarctida
O Padre
Rock Haven
Minha adoravél lavanderia
The Sex Movie

Filmes Download: Trick


Genero: Romance
Audio: Inglês
Legenda: Português
Ano: 1999
Tamanho: 289 MB

Gabriel é um jovem escritor/compositor de musicais para teatro cuja vida afetiva deixa muito a desejar. Como muitos artistas aspirantes, ele mantém um emprego diário, mas sempre que possível ensaia, pelo telefone, cenas de sua nova peça com sua melhor amiga Katherine, uma atriz meio neurótica. Depois de um ensaio nada animador, Gabriel vai a um bar gay para extravasar... Quando chega, é atordoado pela visão do maravilhoso "go-go boy" Mark, e alguns olhares são trocados . Completamente arrebatado, mas não corajoso o suficiente para se aproximar de Mark, Gabriel segue para o metrô e, como por força do destino, Mark está lá. Uma paquera leva-os a conversar e Mark deixa claro que a noite é uma criança... Parece o perfeito caso para uma noite, a não ser por eles não terem para onde ir e realizar o que tanto desejam.

Filmes Download: Adam & Steve

Genero: Comédia Romantica
Audio: Inglês
Legenda: Português
Ano:2005
Tamanho: 319 MB

Adam (Craig Chester) conhece Steve (Malcom Gets) nos loucos anos 80 num famoso clube nova-iorquino. Adam está acompanhado da sua obesa amiga Rhonda (Parker Posey) e imediatamente se rende aos encantos de Steve. Os dois embarcam numa aventura de uma noite que termina muito mal quando Adan no meio do acto, em plena cama, sofre um ataque de diarreia descontrolada e… Enfim, o que parecia ser o inicio de uma linda história de amor termina ali da pior forma.

Anos mais tarde, em Nova Yorque, já refeitos desse acontecimento horrível, e esquecidos um do outro, Adam é um guia ecológico no Central Park e Steve trabalha no departamento psiquiátrico de um hospital. Adam acidentalmente esfaqueia o seu cão, e na aflição sai a correr para a emergência apenas de cuecas e com o canidio ao colo. E é aí que o destino resolve colocar Adam e Steve mais uma vez frente a frente.Eles não se reconhecem, mas, mesmo assim, surge a química e os dois começam a sair juntos. Somente um ano depois, o casal se lembra do que se conheceu no passado e, a partir daí, surgem diversas crises e questões associadas a essa lembrança infeliz, que já sabemos… Uma comédia com situações bem divertidas e interessantes que vale a pena ver.

Playgirl ofereceu US$ 100 mil para tirar a roupa de atores de Glee

Chord Overstreet

A revista 'Playgirl', famosa no passado por trazer homens famosos em suas publicações nos Estados Unidos, resolveu investir alto para tentar novamente ter famosos do momento em sua capa.

Eles acabam de anunciar que estão dispostos a pagar até US$100 mil para fotografar Chord Overstreet e Mark Salling e não precisar ser necessariamente completamente nus. “Nós definitivamente queremos os dois. Estamos dispostos a pagar até 100 mil”, disse um representante da Playgirl.

Questionado se aceitaria a proposta Mark Salling, o Puck, brincou com a situação. "Uau ... realmente? Só vou fazer se eu puder tirar a roupa"
Mark Salling

Um fato interessante é o galã da série Cory Monteith não ser cogitado para posar nu, "A popularidade de Cory e Mark são iguais, as meninas gostam dos dois", avaliou. "Mas Mark é o bad boy, e Cory é o cara legal", disse o colega de elenco dos dois Josh Sussman.

Então seguindo essa lógica só os maus é quem tiram a roupa?

Deputado Ratinho Junior (PR) diz ser contra casamento gay e que não quer que filha veja dois homens se beijando


Em entrevista para a rádio Band News na última sexta-feira, o deputado federal Ratinho Junior reeleito pelo Paraná falou sobre diversos temas e se manifestou contra o casamento gay e a liberdade de expressão dos homossexuais. Filho do apresentador Ratinho, o político já participou da Frente Parlamentar LGBT pela Livre Orientação Sexual, hoje Frente Parlamentar pela Cidadania GLBT, mas afirma que não gostaria que uma de sua filha presenciasse dois homens se beijando em praça pública.

“Não sou homofóbico. Eu tenho amigos entre os GLTs. Tenho princípios cristãos. Não podemos segregar ninguém. Temos de respeitar a todos, a todas as opções. Mas não sou a favor do casamento homossexual. Casamento é uma questão religiosa. A discriminação deve ser banida. Mas não podemos confundir liberdade com libertinagem. Eu tenho filhas. Eu não quero que a minha filha de sete anos veja dois homens se beijando em praça pública. Isto eu não quero para a minha filha. Eu fiquei fascinado com a questão do aborto sendo discutida pelos políticos. Tenho posição a favor do ser humano e as pessoas devem entender que os políticos têm posições, sim. Devem deixar bem claro os seus posicionamentos para que a população os conheça bem. O Projeto de Lei 122 torna crime a discriminação por orientação sexual e identidade de gênero. Eu sou a favor disto, mas há muitas outras coisas a serem discutidas, porque o projeto também fala sobre casamento gay e eu sou contrário a isto. Acho que pode haver uma união civil. Isto sim. Eu sou a favor de jamais desrespeitar a opção sexual de qualquer pessoa. Mas reforço as leis e a família como pontos fundamentais para se manter uma linha de conduta, de ordem no país”, afirmou o jovem político de 29 anos.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Madonna prefere os latinos? Relembre os morenos que a diva já namorou


O “sangue caliente” que dizem correr nas veias dos morenos talvez sirva de ímã para a diva pop Madonna. Mais uma vez a loiríssima vem sendo flagrada ao lado de um jovem de pele bronzeada e traços latinos, características de diversos pares românticos da cantora na vida real e na ficção.

“Adoro pele, lábios e homens latinos”, já chegou a afirmar Madonna. Até em suas composições ela inclui elementos da música hispânica, como em La isla bonita (1986) e Deeper and deeper (1992), além dos clipes, como Vogue (1990).

“Aprecio homem preocupado, de temperamento forte e difícil. Às vezes gosto de ser submissa”, já declarou a diva, que, em uma de suas clássicas frases, chegou a detalhar suas preferências: os novinhos, de visual efeminado, com corpo macio e sem medo de chorar. “Os porto riquenhos são uma graça, e não ligo para o fato das pessoas se sentirem ultrajadas quando saímos juntos", provocou.

A explicação para a atração pelos morenos talvez esteja em sua origem: Madonna é filha de pai italiano, cujo jeito alegre e espontâneo se assemelha ao dos latinos.

Vamos, então, a um histórico de Madonna com seus pares “calientes”. Alguns se deram bem depois de namorar a diva, enquanto outros caíram no esquecimento. Veja se você lembra deles:

Brahim Zabait

Embora os assessores de Madonna tenham negado que ela esteja namorando o dançarino Brahim Zaibat, de 24 anos, o rapaz têm sido visto com a cantora. "Madonna não quer que isso seja divulgado antes de ter certeza de que vai dar certo. As coisas têm ido bem, então ela deve levar isso a público de qualquer jeito", disse uma fonte ao site X17, que divulgou a identidade de Brahim.

Jesus Luz

Depois da vinda de Madonna ao Brasil em dezembro de 2008, começaram a correr pelo mundo todo boatos de que ela estava com o modelo caricoca Jesus Luz. Os dois se conheceram em um ensaio fotográfico para a revista "W", através do fotógrafo Steven Klein, e realizado no Rio. O relacionamento com Jesus, hoje DJ, teria acabado em outubro de 2010.

Alex Rodriguez

O divórcio de Madonna do cineasta inglês Guy Ritchie – com quem tem os filhos Rocco e David Banda -, em outubro de 2008, foi envolvido em uma grande polêmica de traição. A loira teria enganado o marido com Alex Rodríguez, estrela do time de beisebol New York Yankees, e o atleta mais bem pago do esporte nos Estados Unidos.

Denis Rodmann

Outro atleta que caiu nas garras da loira foi Denis Rodman, jogador de basquete americano. O relacionamento rápido aconteceu em 1994, e foi sucesso apenas na mídia. Em sua autobiografia, "Should Be Dead By Now?", Denis escreveu que Madonna queria filhos com ele quando saiam juntos, entre 94 e 95.

"Uma vez, eu estava em Los Angeles, na mesa de jogo de dados, quando recebi uma de suas ligações, de Nova York. Madonna disse: "'Estou ovulando, estou ovulando. Venha para cá agora'. Deixei minhas fichas na mesa, voei a Nova York, e fiz o que tinha de fazer", conta ele no livro.

Carlos Leon

O preparador físico cubano e Madonna se viram pela primeira vez quando faziam cooper no Central Park, em Nova York, em 1994, e ele a abordou. Leon se tornou personal trainer da cantora, e o casal engatou um namoro. Em outubro de 1996 ela teve com Leon sua primeira filha, Lourdes Maria Ciccone Leon. O anúncio da gravidez foi durante as filmagens do musical “Evita”, na Argentina.

Em maio de 1997 eles se separaram. Mas em entrevista ao “TV Guide”, em 2008, Leon confessou que tem uma tatuagem que diz “September 8 Forever” (“8 de Setembro para sempre”) – data em que conheceu Madonna e o "dia em que sua vida mudou definitivamente".

James Albright

Outra pessoa do seu staff com quem teve um relacionamento foi o guarda-costas James Albrigth, no início dos anos 90. Depois se alguns meses juntos, ele vendeu pela internet fotos picantes da cantora, e foi processado. James também leiloando carta de amor e mensagens de voz com conteúdo erótico, gravadas em sua secretária eletrônica com a voz de Madonna.

Antonio Banderas

Madonna atuou com o ator Antonio Banderas no musical "Evita", em 1995, época em que anunciou sua primeira gravidez. Apesar disso, correram boatos de que a diva pop se apaixonou por Antonio Banderas, mas não foi correspondida. "Sim, ela disse essas coisas (sobre estar apaixonada) por aí. Ela não repetiu para mim, poderia ser perigoso, dependendo de como eu estivesse no dia", declarou Banderas anos mais tarde, em entrevsiat ao site The Fader.com.

Tony Ward
Durante a turnê "Blondie Ambition", no início dos anos 90, a estrela pop passou a sair com o modelo Tony Ward, que participou do clipe “Justify My Love” com ela. Segundo livro de Randy Taraborelli, a cantora teria ficado grávida dele, mas abortado. Randy conta também que o affair acabou porque Tony se casou quatro dias depois de conhecer Madonna, sem contar para ela.

Jean Michael Basquiat
Rumores deram conta de que ela teve um caso com o artista em 1981. Na época Jean era grafiteiro e, assim como Madonna, lutava para divulgar suas conquistas com a música e a dança.

John “Jellybean” Benitez
Foi o produtor responsável pelo lançamento de Madonna no mundo da música.
O relacionamento amoroso durou cerca de dois anos, por volta de 1983, e eles chegaram a noivar. John le foi o responsável pela remixagem e re-arranjou o álbum inteiro "Madonna", lançado em 1984 nos Estados Unidos e Europa.

Prince
O astro do pop viveu uma pequena história de amor com Madonna em 1984, quando a carreira dela despontava com “Like a Virgin”. O primeiro encontro teria sido no Hotel Marquis, em Westwood, onde acontecia uma festa de amigos do astro do rock. "Eles dançaram em cima da mesa, se esfregando", relatou J. Randy Taraborrelli, no livro "Madonna- Uma Biografia Íntima". Depois da festa eles teriam ido juntos para uma suíte.

Por causa do estilo expansivo da loira, Prince teria acabado o namoro. Em outubro de 1994, eles teriam voltado a se encontrar, e Madonna dessa vez tomaria a decisão de terminar o caso. Nunca eles foram fotografados juntos.

Steve Bray
Madonna conheceu o garçom Steven Bray na boate Blue Frogge. "Foi a primeira vez na vida em que pedi a um cara para me pagar um drinque”, teria confessado ela a amigas. A cantora ficou alguns meses com Steve, no início dos anos 90.

Michael Jackson
Os dois atros da música teriam tido um breve romance no começo dos anos 90, e foram vistos algumas vezes juntos, inclusive na entrega do Oscar de 1991, no qual Madonna cantou e recebeu prêmiação com a música ‘Sooner or Later‘, do filme Dick Trace.

Thierry Figueira desfila de cueca e mostra corpão em Forteleza


Fonte: Ego

Casal gay relata homofobia durante festa universitária da USP em mansão


Um casal gay alega ter sido vítima de homofobia durante a festa universitária “Outubro ou Nada”, realizada por alunos da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP, em uma mansão, no Morumbi, na Zona Sul de São Paulo, entre a noite da última sexta-feira (22) e a madrugada de sábado (23). Segundo afirmou nesta terça-feira (26) ao G1 Henrique Andrade, de 21 anos, estudante de biologia da universidade, ele e seu namorado, aluno da arquitetura da USP, estavam sentados em um sofá, conversando e abraçados, quando foram surpreendidos por outros três jovens que os xingaram com palavrões homofóbicos e os agrediram com chutes e socos.

“Sofri agressão física e moral. Não estou a fim de punir ninguém. Estou a fim de divulgar esse problema comigo para que ele seja discutido numa esfera mais ampla, buscar no futuro a criminalização da homofobia”, afirmou Henrique por telefone, momentos antes de registrar a ocorrência sobre homofobia na Polícia Civil de São Paulo. Para que a Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi), na região central da capital, instaure inquérito para apurar o caso, a vítima precisa entrar com uma representação. Isso ainda não foi feito.

A informação sobre o incidente na festa foi publicada nesta terça na coluna de Mônica Bergamo, do jornal "Folha de S.Paulo".

A pedido do G1, Henrique autorizou a publicação do relato que ele encaminhou por e-mail ao Centro Acadêmico de Biologia da USP. Leia abaixo íntegra do relato de Henrique sobre a festa onde afirma ter sido alvo de jovens homofóbicos:


Relato – Homofobia em festa da USP

Atitudes como as que aconteceram na última sexta-feira impedem que eu me cale ou tenha medo de mostrar a realidade para todos os alunos da USP e demais pessoas que porventura leiam esse relato.

No dia 22 de outubro, eu, Henrique Andrade do terceiro ano de Biologia da USP, estava junto com meu namorado na festa “Outubro ou Nada” realizada pela Escola de Comunicações e Artes (ECA) em um imóvel na Rua Itororó, 226, no Morumbi. Fomos junto com meus amigos de curso aproveitar essa festa, após uma prova. Estávamos cansados, e eu e meu namorado sentamos em um sofá em um dos cômodos da casa onde outras pessoas também descansavam. Conversávamos abraçados quando três caras se dirigiram até nós e começaram a nos xingar. Estavam visivelmente alcoolizados, e disseram inúmeros palavrões, gritaram para que saíssemos da festa pois estávamos manchando o lugar e usaram diversos adjetivos homofóbicos.

Enquanto apontavam os cigarros acesos em nossos rostos, como forma de intimidação, um deles jogou um copo cheio de bebida em nossas roupas. A partir desse momento as agressões morais somaram-se às agressões físicas: foram chutes e socos, enquanto meu namorado os empurrava tentando nos defender. Duas meninas que estavam no local chamaram um segurança, que para meu espanto ao chegar no local nada fez. Nitidamente compartilhando da visão homofóbica dos agressores, o segurança ficou olhando a briga enquanto eu gritava pedindo para que ele retirasse aqueles três caras do recinto. Nesse meio tempo, levei um tapa na cara na frente do segurança enquanto tentava dialogar com os indivíduos e um deles falou que eu e meu namorado estávamos marcados. A equipe de segurança só tomou uma atitude após a formação de um aglomerado indignado com a barbárie que estava acontecendo.

Os agressores homofóbicos foram contidos, mas não foram retirados da festa. Reencontrei com meus amigos de curso e contei a eles sobre a barbárie ocorrida. Indignados, entraram em contato com pessoas da ECA. O vice-presidente da Atlética da ECA foi muito atencioso e pediu milhares de desculpas. Depois que ele conversou com os seguranças, a equipe responsável retirou os agressores. Eles relutaram em sair da festa, e continuaram com ameaças e xingamentos do lado de fora dos portões do casarão. Foi preciso escolta até um táxi para que pudéssemos sair da festa.

No sábado, dia 23, soube que mais tarde na festa o carro de uma menina foi depredado pelos mesmos três agressores. Eles chutaram e urinaram nas portas do carro dela, porque ela respondeu “sim” após eles perguntarem se ela tinha amigos gays.

Eu e meu namorado estamos bem fisicamente, mas a agressão moral ainda dói. Estamos tomando as providências cabíveis juntamente com o Centro Acadêmico (CA) da Biologia e a Defensoria Pública do Estado de São Paulo (existe a Lei Estadual 10.948/2001 de combate à discriminação homofóbica em São Paulo). Não quero punir ou me vingar de ninguém, só não acho que atitudes homofóbicas como as ocorridas na festa pelos agressores e pelo segurança devam ser vistas como naturais, relevadas pelas pessoas. Nunca imaginei que seria vítima de um tipo bárbaro de agressão como esse, e quero alertar e servir como atitude precedente para os que sofrerem com situações semelhantes. Não vou me calar perante essa covardia.

Reforço a ajuda da Atlética da ECA na resolução dessa barbárie. Sei que tanto o CA quanto a Atlética da ECA não apóiam essa atitude homofóbica dos agressores e do segurança da festa. Infelizmente a equipe contratada não está preparada para lidar com a diversidade. Que eles não sejam chamados para outras festas na USP, ou que aprendam a tratar de forma não discriminatória os gays. E que a ECA se posicione formalmente sobre esse lamentável ocorrido.

Quero agradecer a todos os amigos pela preocupação que tiveram comigo e com meu namorado. Muito obrigado.

Não à homofobia !
“E se tudo isso que você acha nojento for exatamente o que chamam de amor?” Caio Fernando Abreu”

Após receber o relato de Henrique, o Centro Acadêmico de Biologia decidiu fazer uma moção de repúdio. O documento está sendo distribuído na USP solicitando assinaturas dos estudantes.

O Centro Acadêmico de Biologia da USP (SPHN-CABIO) gostaria de publicizar o seu mais completo repúdio à agressão física e moral sofrida pelo estudante de nosso curso, Henrique Andrade, e pelo seu namorado *, durante a tradicional festa uspiana "Outubro ou Nada". Henrique e * foram abordados por três jovens porque estavam abraçados na festa. Foram agredidos verbalmente, ameaçados, convidados a saírem da festa e, por fim, agredidos fisicamente em meio a uma completa negligência da equipe de segurança da festa que só tomou a devida atitude de expulsar os agressores muito tempo após o ocorrido. É extremamente penoso constatar que continuamos vivendo em uma sociedade repleta de preconceitos e intolerância. Em um momento como esse, é fundamental que a comunidade de estudantes, professores e funcionários da universidade, bem como suas entidades representativas, exponham suas posições, organizem debates e façam atos para repudiar a homofobia e defender uma sociedade tolerante que respeite a livre orientação sexual e identidade de gênero”, escreve o Centro Acadêmico de Biologia, que finaliza: “Convidamos todos que lerem essa carta a contribuírem para que eventos como esse não mais aconteçam. Não à homofobia! Pela criminalização da homofobia no Brasil!”.

O G1 não conseguiu localizar o namorado de Henrique para comentar o assunto. A pedido do aluno de biologia, o nome de seu namorado não foi citado nesta reportagem. Até as 12h desta terça-feira (26), o G1 também não encontrou representantes dos alunos da ECA que realizaram a festa “Outubro ou Nada” para falar sobre o caso.


Fonte: G1

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

MINHA POSIÇÃO NAS ELEIÇÕES


Atendendo a pedidos sobre minha posição as eleições presidenciais, nesse momento entre o sujo (José Serra) e mal lavado (Dilma), estou do lado de Dilma, por defender umas das emendas do Programa Nacional dos Direitos Humanos (PNDH) na qual defende o casamento homossexual, e também, José Serra esta aliados os Católicos conservadores e a bancada Evangélicas, na qual é contra tudo que esta relacionado ao homossexualismo.
Se Dilma pode estar a favor do aborto, e Serra diz estar contra, Dilma esta a favor da união civil do mesmo sexo e Serra declara ser contra, por estar comprometido com os religiosos o candidato do PSDB, vejo Dilma uma candidata mais liberal do que o conservadorismo de José Serra.
Dilma se assemelha muito com a postura de Cristina Kichnner, que sancionou o casamento gay na Argentina, sendo que ambos são aliados aqui na América do Sul.
Veja com muito bons olhos a vitória de Dilma como presidente do Brasil, se vai ter beneficio na sociedade gay, não sei, mas que a esperança que ela faça o bem para os homossexuais brasileiro, isso com com certeza ... é uma luz no fim do túnel, já Serra é a escuridão e a aumento da Homofobia no Brasil.

domingo, 24 de outubro de 2010

Ator François Sagat vem ao Brasil em novembro. Leia entrevista



Como você começou a trabalhar no pornô?
Desde pequeno sempre gostei muito de desenhar. Vim para Paris em 1997, com 18 anos, para estudar moda. Trabalhei como assistente nas principais maisons como Givenchy e Balenciaga. Gostava muito de moda, mas trabalhando no meio descobri que trabalha-se muito, ganha-se pouco e que o que gostava realmente era de fotografia de moda.

Mas ainda é ligado de alguma maneira à moda?
Não é um meio que me seduz mais, nem acompanho mais as temporadas e coleções. De vez em quando trabalho como modelo para algumas grifes e é só isso. Quando vi que não iria mais trabalhar com moda como estilista voltei para casa da minha mãe no interior e resolvi me dedicar ao meu corpo. Malhei muito durante um ano e voltei. Ao chegar de volta a Paris fui trabalhar como barman e gogo em bares gays do Marais. Ali fui convidado para fazer vídeos pornô, cheguei a fazer alguns com pseudônimo de Azedine e em seis meses já recebi o primeiro convite para filmes nos Estados Unidos.

Você sofreu algum tipo de preconceito?
Quando virei ator pornô muitos amigos sumiram, só os verdadeiros ficaram. Contei para minha mãe quando fui para a Califórnia, ela não acreditou quando disse que ia para os EUA ser barman, então tive que ser sincero. Foi um choque, mas ela aceitou depois. Minha irmã aceitou bem desde o início e nos falamos sempre. Não sei do meu pai há anos, desde criança, acho que mora na França, deve estar sabendo agora, pois estou na capa de várias revistas.


Circula bem fora do meio gay?
Não me relaciono com quase ninguém do pornô, realmente não é um meio que tenha pessoas que me interessem. Tenho alguns amigos héteros e uma grande amiga heterossexual. E muitos conhecidos fora do meio gay. Na verdade sou muito tímido, reservado. Tenho cinco amigos, formamos um grupo bem fechado, estamos juntos o tempo todo. E nenhum deles trabalha no pornô, são todos do meio da moda, artes...

Você usa seu nome verdadeiro, o que é raro no pornô...
Nunca vi problema nisso. Cheguei a usar um pseudônimo, Azedine, bem no começo. E quando fui para os Estados Unidos queriam me chamar de Franc ou Francisco. Achei que era estúpido.


Chegou a ir morar nos Estados Unidos?
Atores pornô não têm visto de trabalho lá. Nenhum, nem homens nem mulheres. Todos os europeus só podem ficar três meses, com visto de turista, pois não consideram pornografia um trabalho. É bom não poder morar lá, se vivesse lá trabalharia direto, seria muito mais explorado, tragado pela indústria. Mas não viveria nos Estados Unidos, sinto falta da Europa. Nova York é um pouco melhor, mas ainda assim sentiria falta da cultura européia.

E continua trabalhando na França?
A indústria pornô na França é muito fraca, não são nada profissionais e pagam muito mal. Depois de trabalhar fora é difícil voltar a fazer vídeos por aqui. Além disso não trabalho porque me acham esnobe, com nariz empinado. E aqui sou mesmo, pois recusaria qualquer trabalho que me oferecessem.

Sua marca registrada é a tatuagem no escalpo. Porque a fez?
Desde pequeno sempre tive uma testa grande. Fiz a tatuagem quando comecei a perder cabelo, com vinte e poucos anos, antes de começar a trabalhar no pornô. Se tivesse cabelo como você não teria tatuado. Só tenho cabelo aqui do lado. Não foi por marketing...

Mas acabou virando sua assinatura...
Essa tatuagem é algo que marca muito. Aqui no bairro tenho que andar assim (veste-se com capuz), porque senão chamo muita atenção. Quando ficar mais velho talvez faça um implante, um tratamento com laser. Ou passe a usar perucas.

Você se excita assistindo seus filmes?
Gostava muito de pornô antes de começar na indústria. Hoje só gosto de ver filmes com desconhecidos. Não me excita ver porn stars, reconheço nas cenas como eles estão preocupados em atuar. Fico reconhecendo neles os meus cacoetes também. Por isso não vejo muito meus vídeos.

É complicado encontrar namorados? Você mora sozinho?
Nunca pensei em me casar, não me vejo vivendo com alguém. Nunca tive essa experiência e não sei se vou ter. Divido apartamento com um amigo aqui atrás no Arts et Metiers (estação de metrô ao lado do Marais). Nem penso em ter uma relação, estou muito focado no trabalho.

E como você encontra parceiros?
Difícil encontrar alguém. Hoje em dia é muito raro caçar pela internet. Geralmente não acreditam que sou eu mesmo, e quando acreditam, tenho que ficar me justificando porque . Também não gosto de ir a clubes, o assédio é grande, as pessoas ficam olhando, julgando. Saio pouco, fico muito em casa lendo, vendo filmes.


Quais são seus tipos favoritos?
Gosto de ex-presidiários, mecânicos, tipos brutos, que tenham uma pegada forte, um certo perigo. E que tenham pelo menos a minha altura e que sejam fortes. Estou com fraco por ruivos.

Parte 1: Links consertados


Lista dos filmes com os links que ja estão consertados :

Bruno
Professor Gody
Studio 54
E a banda continua a tocar (And the Band Played On)
Holding Trevor
Circuit
Minha vida Cor em Cor de Rosa
Back Soon
Head On
A cause d' un Garçon
The Bubble
Lokas
The Wolves of Kromer
O ceú dividido
Transamerica
Mambo Italiano
Cowboy Forever
Little Ashes
O Grande Musical Gay
Sargento Garcia
Krampack
O segredo Brokeback Mountain
Capote
Were the world mine
Another gay Movie
Another Gay Movie Sequel (2)
Eating Out 1
Eating Out 2
Orações para Bobby
Shelter
Get Real- Saindo do Armário
Má educação

sábado, 23 de outubro de 2010

Filmes Download: Jjihad para o Amor


Genero: Romance
Audio: Inglês
Legenda: Português
Ano: 2007
Tamanho: 354 MB

A palavra “jihad” ou “guerra santa” tem frequentemente conotações negativas.
Com o medo cada vez maior de ameaças terroristas islâmicas, o termo tem sido muitas vezes reduzido a “guerra”. No entanto, tem um significado bastante mais complexo. A “jihad” desempenha um papel central no Islão, pois refere-se à luta do indivíduo para “resistir no caminho de Deus”, assim como a solicitação para servir a sociedade Islâmica através dos atos e da conduta. Os protagonistas do documentário de Parvez Sharma são, ao mesmo tempo, Muçulmanos praticantes… e gays. Isto significa que, nos seus países, muitos deles são membros de uma minoria inominável, sujeitos a perseguições e humilhações, sendo-lhes barrada a possibilidade de participarem na vida pública. Estes retratos multifacetados foram filmados na Índia, Paquistão, Irão, Turquia, Egipto, África do Sul e França. Parvez Sharma espera que o
seu filme encoraje o diálogo sobre um tema que ainda é tabu na maior parte destes países.



quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Sem Danielle Winits, Jonatas Faro curte dia de praia

O ator Jonatas Faro aproveitou que o sol voltou ao Rio de Janeiro para ir à praia do Pepê, na Zona Oeste do Rio, nesta quarta-feira, 20. O ator, que está esperando um filho com a namorada, a atriz Danielle Winits, mostrou que está em ótima forma e se refrescou no mar.

fonte: ego

Olimpíadas Gay: Brasil é pré-canditado a sediar Jogos Olímpicos 2018


Se a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016 serão no Brasil, uma nova grande competição pode acontecer por aqui: as Olimpíadas Gays 2018. O Comitê Desportivo GLS Brasileiro (CDG Brasil) - uma organização não governamental criada em 2008, em São Paulo - anunciou que o País é pré-candidato a sediar mais esse evento esportivo, direcionado a um público específico. A candidatura do Brasil será oficializada em 2012 e a eleição acontece em 2013.

A escolha da cidade-sede é feita em duas etapas. Na primeira são analisados critérios em que as candidatas recebem notas de 1 a 10. A cidade do Rio de Janeiro irá disputar a vaga de sede do GAY GAMES 2018 com as cidades de Las Vegas (EUA) e Londres (Inglaterra). A segunda etapa inclui uma avaliação de 17 critérios, além de uma visita da Comissão Avaliadora às cidades candidatas.

Dicas para conseguir uma barriga de tanquinho para o verão


Muita gente tem o sonho de ter uma barriga de tanquinho e com a proximidade do verão, a corrida às academias começa aumentar.

Mas, para quem quer ter o abdômen perfeito, é necessário ter muita vontade e disciplina para levar adiante um completo programa de atividades.

Os resultados dependem de um conjunto de hábitos de vida que incluem alimentação balanceada, boa qualidade do sono e a freqüente realização de variados exercícios físicos.

Para "perder a barriga", ou seja, reduzir a gordura corporal - tanto localizada como geral - o grande fator contributivo e indispensável é a atividade aeróbia, compreendida por corrida, caminhada, bicicleta, natação, elípticos (aparelhos que dão a sensação de flutuação e têm menos impacto), boxe, ginástica de academia, jump, aerobox ou jogos de equipe.

Uma das melhores maneiras de combinar tudo isso e otimizar resultados é o circuito, constituído de alternativas que intercalam trabalhos aeróbio e muscular. Realizam-se duas ou três modalidades de exercícios musculares - em séries de 15 a 25 repetições - intercaladas pela chamada pausa ativa, composta por exercícios aeróbios.

Papa Bento 16 desconsidera violência anti-gay em Uganda


O Papa Bento 16 entrou na polêmica internacional em torno dos direitos humanos em Uganda. O país africano está em pé de guerra com organizações internacionais por conta da aprovação de leis que punem homossexuais com prisão perpétua e morte, em alguns casos.

Recentemente, um tablóide local publicou uma lista de 100 homossexuais moradores da capital com foto e endereço de cada um e os dizeres: enforque-os.

O Papa Bento 16 se encontrou nesta semana com líderes da Igreja e da política de Uganda, mas não tocou no assunto.

Em vez disso, ele convidou os bispos a "encorajar os católicos de Uganda para apreciar plenamente o sacramento do matrimônio na sua unidade e indissolubilidade, e ao sagrado direito à vida". Ele também pediu a eles "para resistir à sedução de uma cultura materialista do individualismo que se enraizou em muitos países".

O Papa não tocou no assunto por ter medo que a Igreja perca mais fieis na África, que vê crescer o número de igrejas evangélicas e mulçumanas.

Fonte: Cena G

domingo, 17 de outubro de 2010

O desalento de gays e lésbicas no segundo turno


A postura defensiva e o discurso vago dos candidatos à Presidência Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) vêm causando desânimo e revolta na comunidade de gays e lésbicas, que não sente suas reinvindicações apoiadas de fato por nenhuma candidatura, ambas acuadas pela investida moralista de grupos religiosos e conservadores. Pior: segundo algumas das principais lideranças do movimento de lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros (LGBT), a pressão conservadora está deturpando a luta por direitos do grupo e até estimulando a homofobia ao buscar confundir união civil com casamento religioso.

Esta semana, os dois candidos expuseram pontos de vista semelhante e igualmente equivocados sobre o assunto. Pressionada por um grupo de evangélicos a divulgar uma carta contra o casamento gay e a criminalização da homofobia, Dilma Rousseff afirmou que não enviará ao Congresso leis de impacto na religião, mas ressaltou que "a união civil diz respeito aos direitos civis. Isso (o casamento) diz respeito às igrejas e ninguém pode interferir". José Serra, por sua vez, afirmou ontem que "é a favor da união civil entre pessoas do mesmo sexo, mas no que se refere ao casamento gay, cabe às igrejas tomarem sua posição".

Tais declarações seriam revolucionárias não fosse por um fato simples: o movimento LGBT nunca lutou pelo casamento religioso, mas pela aprovação do projeto de união civil que há 15 anos encontra- se congelado no Congresso, justamente por falta de empenho do Executivo na mobilização de deputados e senadores que garantam a sua aprovação. Com isso, dizem gays e lésbicas, nenhum candidato quer se comprometer por medo de perder o apoio de conservadores e religiosos.

Nunca foi bandeira do movimento gay o casamento religioso, mas o direito civil já reconhecido nos tribunais — diz Toni Reis, presidente da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT). — Não queremos destruir a família de ninguém, mas construir a nossa. Não queremos casamento, queremos respeito como cidadão. O debate recuou para posturas da Idade Média.

O problema é que muita gente não entende o assunto e acaba demonizando os homossexuais — disse Marcelo Cerqueira, presidente do Grupo Gay da Bahia (GGB).

Alguns, como André Fischer, diretor do Mix Brasil, o maior portal GLS do país, veem o princípio de laicidade do Estado perigosamente em jogo com os candidatos cedendo a grupos religiosos e evitando tomar posições mais claras a respeito de direitos civis.

— As duas campanhas estão firmando acordos com os conservadores e barganhando ideais, achando que, no jogo do segundo turno, é melhor o voto religioso e conservador que o voto progressista — diz Fischer. — Na prática, estão acabando com a militância LGBT porque, qualquer que seja o eleito, não teremos nem um Executivo simpático às causas da minoria gay, nem uma militância que brigue por esta minoria, já que todas dependem, direta ou indiretamente, de financiamento público.

O estilista Carlos Tufvesson, integrante do Conselho dos Direitos da População LGBT do Rio de Janeiro, observa que, ao ceder às pressões de evangélicos contra o Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3) e contra o Projeto de Lei 122 (PL-122, que criminaliza a homofobia, igualando-a ao racismo), os candidatos estão compactuando com a incitação ao preconceito e intolerância de religiões que tratam a homossexualidade como doença ou mal a ser erradicado. Os evengélicos argumentam que, do jeito que está, o projeto é uma censura às suas igrejas, que se opõem moralmente à homossexualidade.

— O governo eleito cede ao fundamentalismo religioso e garante aos evangélicos obtusos o direito sagrado de serem preconceituosos — afirma Tufvesson.

Segundo os líderes do movimento LGBT, a pressão religiosa sobre a candidata Dilma Rousseff, do PT, e sua resposta evasiva às demandas da comunidade, são o que mais desalenta gays e lésbicas. Afinal, o PT tem um histórico de partido amigável às causas da minoria e seus políticos sempre estiveram na linha de frente dos projetos que garantem direitos importantes, como o projeto de união civil (da então deputada Marta Suplicy) ou o PL-122 (da deputada Iara Bernardi).

Há um empobrecimento da política, mas o foco deve continuar sendo o de lutar pelo Estado laico e pelo exercício dos direitos humanos, conceitos e práticas que estão em jogo com a armadilha armada contra as forças políticas mais progressistas desse país — diz o deputado federal eleito Jean Wyllis, do PSOL. O publicitário Tony Goes, autor de um dos blogs mais seguidos da blogosfera gay, afirma que, a julgar pelas reações de gays e lésbicas na internet, a escolha do segundo turno ficou ainda mais difícil.

Entre os gays, esta polêmica não está fazendo bem a nenhum candidato. Sinto um desencanto terrível e são muitos os que dizem que votarão em branco. O curioso é que, pessoalmente, nenhum dos dois parece ser contra os direitos LGBT, mas a guerra pelo poder é um horror — afirma.


Fonte: O Globo

Número de assassinatos de gays no país cresceu 62% desde 2007, mas tema fica fora da campanha


Alçados a tema central da campanha presidencial, o casamento gay, a união civil entre pessoas do mesmo sexo e a criminalização da homofobia têm sido debatidos pelos candidatos Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) a partir do viés religioso e sem levar em conta um dado alarmante: o número de homossexuais assassinados por motivação homofóbica cresce a cada ano.

Em 2009, 198 foram mortos no Brasil. Onze a mais que em 2008, e 76 a mais do que em 2007, um aumento de 62%. Os dados são do Grupo Gay da Bahia (GGB), fundado em 1980 e o único no país a reunir as estatísticas. Segundo o GGB, de 1980 a 2009 foram documentados 3.196 homicídios, média de 110 por ano.

- Infelizmente, a homofobia é um aspecto cultural da sociedade brasileira, que empurra os homossexuais para a clandestinidade, fazendo com que permaneçam à margem mesmo quando são mortos. Gays, lésbicas e travestis são mortos de forma cruel, geralmente tendo o rosto desfigurado, e acabam sendo considerados culpados. Só os crimes muito hediondos comovem - diz Marcelo Cerqueira, presidente do GGB.

Antropólogo e ex-presidente do GGB, Luiz Mott lembra que há subnotificação de dados, mas que ainda assim é possível afirmar que o número de mortes vem crescendo:

- O número tem aumentado na última década. Antes, era um assassinato a cada três dias. Agora, acontece um a cada dois dias. O Brasil é o país com maior número de assassinatos. Ano passado, no México, por exemplo, foram 35.

Segundo Mott, a maioria dos crimes contra LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais) é motivada por "homofobia cultural":

- Graças ao machismo e à bronca que muitos homens têm contra gays e travestis, eles matam imbuídos da ideologia de que homossexuais são covardes, têm dinheiro, que os vizinhos não vão se importar, e os juízes vão punir com brandura.

De acordo com pesquisas realizadas nas paradas gays de Rio, São Paulo, Recife, Porto Alegre e Belém, entre 2003 e 2008, pelo Centro Latino-Americano em Sexualidade e Direitos Humanos, o número de homossexuais agredidos e/ou discriminados nessas regiões não é inferior a 59,9%. Em Pernambuco, 70,8% disseram ter sido agredidos. E, em São Paulo, 72,1% foram vítimas de algum tipo de discriminação.

- Os dados mudam pouco nas regiões. O fato de não existir lei específica para crimes homofóbicos contribui para a violência. No entanto, vale lembrar que esses números não refletem completamente a realidade. Sabemos que o silêncio ainda marca as agressões - diz Sérgio Carrara, professor do Instituto de Medicina Social da Uerj e um dos coordenadores das pesquisas.

Empatado com a Bahia como estado mais homofóbico do Brasil, o Paraná registrou, segundo dados do GGB, 25 assassinatos em 2009: 15 travestis, oito gays e duas lésbicas. Os outros quatro estados mais homofóbicos são São Paulo, Pernambuco, Minas e Alagoas.

Presidente da Rede Nacional de Pessoas Trans, a travesti Liza Minelly diz que, entre travestis e transexuais, cerca de 70% já sofreram algum tipo de violência. Há 16 anos militando no Paraná, estado com maior número de assassinatos de travestis no ano passado, ela relata que quase sempre o preconceito afasta as travestis do ensino e dos empregos formais, e muitas vezes as empurra para a prostituição e as drogas.

- Em Curitiba, acompanhamos a história de uma travesti morta em 2000, espancada por quatro policiais militares, mas até hoje as testemunhas não foram ouvidas. Também assistimos com frequência à morte moral da travesti, quando negam a ela, por exemplo, um emprego para o qual teria todas as qualificações necessárias - diz.

Apesar dos dados aterradores, a criminalização da homofobia, por meio do Projeto de Lei 122, tem enfrentado resistência de grupos católicos e evangélicos. Mas Toni Reis, presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), defende o diálogo com os religiosos:

- Ocorrem distorções de má-fé em relação a interpretações do projeto de lei. Não queremos afrontar as religiões. Queremos não ser mais discriminados, quando pesquisas apontam que 20% dos homossexuais já foram espancados por preconceito.


Fonte: Extra

sábado, 16 de outubro de 2010

Carlos Bonow corre nas areias de Ipanema

A ator Carlos Bonow aproveitou a manhã de sexta-feira, 15, e correu nas areias de Ipanema. Carlos se exercitou na praia para continuar bem sarado.

Depoimento de uma mãe de um filho gay


Tenho três filhos maravilhosos. Ser mãe é um estado de graça, é oportunidade para vencer barreiras, romper preconceitos e lapidar o ser. É reflexo da alma que respira a essência da vida.

A condição de maternidade é livre de qualquer padrão, de qualquer critério imposto pela sociedade, pois os filhos são aceitos na sua totalidade, na sua integral condição de vida e independe de como eles vão agir, pensar, de sua profissão, suas escolhas, dos caminhos que irão trilhar, se seu sexo é de homem ou de mulher.

Sei que sou mãe e cumpro esse papel com amor, carinho e respeito. A homossexualidade de minha filha mais velha me faz sentir e pensar que sou privilegiada, como mãe de alguém especial, que trás no íntimo de seu ser uma alma feminina capaz de amar e de doar-se inteiramente ao outro. Minha filha simplesmente ama e no âmago de seu ser não importa que sua namorada é alguém do mesmo sexo, mas alguém capaz de retribuir seu afeto.

O sofrimento vem de fora, quando se depara com a intolerância e, muitas vezes dentro do próprio ambiente familiar. Mas uma mãe guerreira luta pela felicidade de seus filhos, mesmo que para alcançar esse ideal ela tenha que gritar para a sociedade: “Meu filho é gay, mas ama e é amado, nada mais importa”.

Erika, mãe do Sillas

Meu nome é Érica tenho 41 anos, até os 18 anos ele era uma coisa, depois mudou completamente, sempre foi responsável e não gostava de sair namorar e casar nem pensar. Sobre filhos, ele preferia ter periquitos. E eu nunca entendia.

Quando começou fazer supletivo, tinha algumas amigas que eu tratava mal, até sugeri que namorasse, e eu ele não queria em hipótese alguma. Eu tinha uma cantina dentro da academia que ele trabalhava e várias garotas davam encima dele e não tinha qualquer reação por parte dele.

Um determinado dia, fui á casa da minha filha e junto ao meu genro, falei a eles que estava pensando que o Sillas era gay. O genro indignado achou improvável e ainda disse que ele se chatearia muito, ele não queria que ela perguntasse. Fiquei martelando isso por 1 mês, sem tocar no assunto com ele.

Uns dias antes do aniversario dele ele, veio em casa um amigo dele, até então normal, porém do dia do aniversário, o “amigo” lhe deu uma caixa de bombom e pra mim aquilo foi a confirmação do que estava imaginando.

Eu desconfiada, ou melhor praticamente com a certeza de que meus pensamentos eram verdade, na festa de aniversário, sugeri que uma amiga dele namorasse o seu “amigo” Heron, para ver onde aquela história iria chegar. Quando a garota disse que seria impossível, pois não era bem daquilo que ele gostava.

Comecei a juntar as coisas, primeiro a caixa de bombom, depois que segundo a garota não era bem disso que o Heron gostava, e o Sillas não queria saber de namorar. Foi quando, depois de alguns dias, tomei coragem e perguntei à ele se o Heron era gay e a resposta foi afirmativa. A partir de então questionei se ele estava andando com pessoas desse tipo, e meu filho disse que sim. Mais do que de pressa ele questionou se eu tinha algo contra e disse que não, já com outra pergunta, se ELE tinha.

Depois de ficar nessa imparcialidade de quem era ou não contra, tomei coragem de perguntar se ele também era e a resposta: SOU !

Naquele momento, o mundo desabou sobre mim, porém não demonstrei e nem podia que isso estava acontecendo, pois uma coisa é saber que o filho dos outros é gay e é MUITO diferente saber que SEU filho é gay. É uma situação dolorosa, porém que você tem que aprende à aceitar e conviver.

Depois de alguns dias, comecei a questionar algumas coisas, assim como seu papel na cama, se era ativo ou passivo, que para eu ele sendo ativo, ainda havia uma esperança e se fosse passivo não, porém na época ele não quis me responder à esta pergunta, pois dentro de mim essa resposta tinha uma grande importância.

No dia seguinte, fui até a casa da minha filha afirmando que o Sillas era gay, ela não concordando com meus pensamentos relutou, até que eu disse que havia ouvido dele., porém meu genro também não acreditando e eu novamente afirmei ELE É gay.

Depois de algumas horas, cheguei até minha mãe e disse que o Sillas era gay e para minha supersa ela disse: “E o que é que tem?” Foi onde parei e analise, vendo a idade avançada de minha mãe e sua plena aceitação do neto, porque eu como mãe não aceitaria já que nunca fui contra.

Foi onde mudei minha posição, me aproximando mais dos amigos dele, para entender melhor e hoje eu aceito ele numa boa. É preferível se aproximar e conviver com os gays, do que estar no meio de drogados, eu creio que realmente o pai e a mãe tem que aceitar e agradeço diariamente à Deus por ter um filho gay e não margina

No futuro eu desejo para o meu filho, que ele encontre uma pessoa e seja muito feliz e para eu ficar mais feliz ainda, que ele adote uma criança e o dentro da minha possibilidade, farei tudo para ver ele e o parceiro dele feliz.