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sábado, 22 de maio de 2010

Desempenho de atores gays em 'Glee' causa polêmica em revista

Jonathan Groff, estrela de 'Glee' é criticado por atuação na série

A série Glee, do canal Fox, está no centro das atenções por um motivo inesperado: um artigo da revista americana Newsweek, que sugeria que gays não podem desempenhar papéis heterossexuais.

O artigo faz referência ao ator Jonathan Groff, do elenco da série, que interpreta Jesse St. James, líder do grupo Vocal Adrenaline, rival de Glee. Jesse desperta o interesse de Rachel, personagem principal da série. O criador de Glee, Ryan Murphy, pediu o boicote à revista. A Aliança Gay e Lésbica Contra a Difamação também exigiu que a revista fizesse um pedido de desculpas. A informações são do jornal Washington Post.

Ramin Setoodeh assina o artigo intitulado 'Heterossexuais interpretam gays o tempo todo. Porque o contrário não funciona?'. O artigo começa falando sobre a atuação de Sean Hayes no espetáculo Promisses, Promisses, na Broadway. Hayes, que é homossexual assumido, foi indicado ao prêmio Tony de melhor ator pelo papel.

Setoodeh diz que a orientação sexual de Hayes é parte de sua personalidade e que vê-lo atuar como heterosexual na produção da Broadway é estranho, pois ele soa "cara-de-pau" e não-verdadeiro, como se ele escondesse algo que claramente é.

Sobre Groff, que também assumiu sua homossexualidade, o texto diz que é difícil saber o que pensar sobre seu desempenho, porque há algo que "parece fora". O autor diz que em metade das cenas ele está emburrado, e se pergunta se isso seria uma forma de mostrar masculinidade. Mas diz que, quando ele sorri, parece um par romântico muito melhor para Kurt do que para Rachel.

Groff e a Fox não quiseram comentar o assunto, mas Murphy pediu publicamente o boicote da revista até que houvesse retratação "para Sean Hayes e outros atores corajosos que foram cruelmente destacados nesta prejudicial, desnecessariamente cruel, e irresponsável piada". Murphy lembrou que o autor do texto é gay e postou no Twitter que é um fã de Glee, e que Groff foi uma escolha bem aceita por fãs e críticos. Concluiu definindo o artigo como uma forma de Setoodeh trabalhar suas próprias questões de auto-aversão.

O presidente da Aliança Gay e Lésbica Contra a Difamação, Jarrett Barrios, afirmou que o colunista desconsiderou o trabalho de muitos atores gays, como Neil Patrick Harris (How I Met Your Mother), Cheyenne Jackson (30 Rock), Cherry Jones (Fox 24), Wanda Sykes (The New Adventures of Old Christine) e Alan Cumming (The Good Wife).

Setoodeh foi ao programa de Joy Behar na CNN na última terça-feira para defender o seu artigo. Não obteve sucesso.

Kristin Chenoweth, parceira de Hayes em Promisses, Promisses e atriz convidada de Glee declarou na última semana que estava chocada com a posição da revista em publicar um artigo "terrivelmente homofóbico".

Em resposta, a Newsweek declarou que Setoodeh fez um artigo honesto e bem pensado sobre um tema controverso. Lamentou que tenha sido mal entendido e "injustamente acusado de intolerância". A nota termina dizendo que a redação espera receber as cópias antecipadas de Glee, porque os colaboradores estão entre os maiores fãs das série, "inclusive os heterossexuais".


Fonte: Terra

1 comentários:

t.e.a.g.o. disse...

eu acho que meio que entendi o ponto de vista dele.
Ele quiz dizer que só pelo fato de saber que o ator é gay, meio que teve um "pre-conceito" com relação a interpretação do mesmo.
mas eu não vejo a diferente, existe atores hetero que interpreta não tão bem personagens gays... so acho que ele foi infeliz neste comentario...