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domingo, 3 de janeiro de 2010

Professora transexual, que denunciou secretaria de educação de Rondônia por discriminação, é exonerada da função


Depois de ser afastada das suas funções em junho do ano passado, a professora transexual Victoria Angello Bacon, a Secretaria do Estado da Administração (Sead) de Rondônia acatou o pedido de exoneração da professora feito pela Secretaria Estadual de Educação (Seduc).
O julgamento foi assinado pelo secretário interno do Sead Moacir Caetano de Sant’ana, no último dia 29 de novembro. Em junho do ano passado, Victoria, cujo nome de registro é Victor Angello Bacon, denunciou em carta aberta a discriminação sofrida por parte dos alunos, pais de alunos, demais professores e diretores.
Segundo Victoria, a direção da escola Risoleta Neves, no bairro Tancredo Neves, esquivou-se do caso e deixou que fizessem um relatório difamatório, entregue à representação de ensino da Seduc. Relatório esse que foi julgado e afastando em definitivo a professora das suas funções. Mais uma vez, a educadora escreve uma carta aberta para demonstrar sua indignação.

Sem provas – “Sem qualquer tipo de prova material a meu desfavor, a Corregedora Geral de Administração Alzira dos Santos Bezerra acolheu as denúncias feitas contra mim e “apuradas” pela equipe da CGA e o secretário de administração recém-chegado aquela pasta senhor Moacir Caetano de Sant´ana deu a palavra final confirmando a perseguição e intolerância pela opção sexual”, afirma a professora. Segundo ela, o que estranha neste processo foi sua rapidez e voracidade.
“Em menos de quatro (4) meses o que é normal com outros servidores apurados pela CGA (entre 1 a 3 anos) fui condenada a perder meu emprego conquistado por prova de seleção pública e títulos”. A professora tem algumas conversas gravadas com a direção da escola, nas quais, segundo ela, é humilhada. Diante da decisão da Seduc, Victoria encaminhou ao governador Ivo Cassol um relatório para que observe, como chefe do executivo, o andamento do processo. “Não vou calar-me irei a todos meios possíveis e impossíveis para valer meu direito de cidadã, de educadora e de ser humano” conclui.

Fonte: Mundo Mais

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